"Esta terra onde reina o desatino
Reina o Sol no imenso da paisagem
Reina o gosto fatal desta viagem
Reina as marcas estranhas do destino
Reina o medo e o sonho do menino"

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Um esboço sobre a origem das línguas

Na bíblia (gêneses), alcorão, literatura rabínica de Midrash e Apocalipse grego de Baruque, se encontram referências mitológicas interessantíssimas sobre a origem das línguas e a conseqüente dispersão cultural que ocasionou, todas é claro, com um caráter mitológico, ou ao menos, místico.
Segundo a gêneses _e similarmente textos muito parecidos dos povos acima citados e ainda de outros não mencionados _ " Em toda a Terra, havia somente uma língua, e empregavam-se as mesmas palavras ", referindo-se aos babilônios e a tão historicamente duvidosa e intrigante construção da Torre de Babel, que era um zigurate que tinha a pretensão de atingir aos céus e igualar-se a Deus; sendo posteriormente punida com sua não-conclusão. Deus, segundo a bíblia e outros textos sagrados, indignou-se com tal presunção humana, mas também refletiu que seria impossível deter um povo forte culturalmente e com uma única língua de atingir seus objetivos, e então desceu à terra e causou uma enorme confusão entre os obreiros, de modo que não se entendessem e se dispersassem. Daí a origem de diversas culturas, línguas e nações, segundo a conhecida história da Torre, "Por isso, lhe foi dado o nome de Babel, visto ter sido lá que Deus confundiu a linguagem de todos os habitantes da Terra, e foi também dali que os dispersou por toda a Terra!". Babel pode ser também considerado, segundo algumas fontes, como derivado da palavra Bável, que por sua vez vem do verbo balál que significa "confundir". Mas essa palavra também pode ser considerada como surgida de uma combinação do acadiano "Bab" com o hebraico "El", significando "o Portão de deus", o que corresponde bem às supostas pretensões babilônicas de atingir os céus, o "reino dos deuses".
De maneiras mais concretas pode-se referir à construção da Torre de Babel como a reconstrução do zigurate de Etemenki (ou merodaque, deus protetor da Babilônia e senhor dos quatro cantos da terra) iniciada por Nabopolossar, pai de Nabuconodossor, em 610 a.C com o intuito de transformar Babel (babilônia) numa grande metrópole capaz de representar seu império. Um grande projeto como esse, pode ter exigido mão-de-obra das mais variadas etnias de escravos que possuía o império babilônico, como povos sumérios, elamitas, cassitas e outros, que possuíam línguas não semíticas. Isso justifica bem o desacordo entre os trabalhadores e a não conclusão da obra, e justificaria parcialmente os mitos religiosos sobre dispersão cultural e linguística, entrando porém em contradição como esse sendo um marco da origem da diversidade. Outras referências históricas fazem alusão à Amar-Sin, que foi rei da Suméria e Acádia em Ur, de 2048 a.C a 2039 a.C. que tentou construir um zigurarte em Eridu, que nunca foi concluído. Há sugestões de que a Torre de Babel teria realmente estado em Eridu e que a história teria sido mudada mais tarde para a Babilônia, com Enmerkar rei de Uruk sendo também considerado o fundador do templo de Eridu. Como se percebe, as referências históricas encontradas em muitas fontes são bem obtusas e possuem correspondências as quais não fecham as datas nem os respectivos governantes que mandaram erguer a torre.
Mas, levando em consideração que a mesopotâmia foi o berço das civilizações, e que as línguas modernas são agrupadas em famílias e apresentam grandes similaridades, talvez não se deva condenar essa "babel" de informações religiosas e históricas como completamente sem fundamento. Porque aliás, é normal em toda a história sangrenta da humanidade ver em meio ao malefício das dominações sangrentas um pouco do benéfico antropofagismo cultural...

Fontes: wikipedia e infopedia.

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